sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

AMOR DE ESCARA

Gentileza, dizem
Gera gentileza
Calor gera...
Calor? Torpor?



Um tocar de mãos...
Tocar de mãos
Por que negá-lo?
Favor?

 Um abraço...
Um abraço
Ah! Que calor!
Regalo?




Um olhar
Profundo, cúmplice
Desses que a palavra
Faz-se um nada
Nada



Um olhar
Acolhedor, terno
Que diz no brilho:
Vem, sou teu aconchego
Apego




Um olhar
De desejo, ardor
Descarado, atrevido
Que libera calor
Estupor




Mas não
O que nasce é...
Um desvio do olhar,
Incomodado
Um tirar as mãos,
Perturbado



A poesia?
Ah! Essa brota!



Na esteira do tapa
Com luva de pelica!
Olha aí!
Tá vendo?
Eu amo sim!



E esfrego o meu amor
Na tua cara!
Mas o deixo
Assim, dormente
Criando escara!

2 comentários:

Maurélio disse...

Maravilhoso se versejar Ana, blog encantador que terei o prazer de seguir.
Abraços poetisa

Maurélio disse...

Corrijo: SEU VERSEJAR...