segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Enquanto te espero


Quando pousas teu corpo
No meu
E me preenches cada vão
Sou tua
Chega a inspiração
E, sorrateira, me pontua

Mas quando me deixas
Só, com tua ausência
Largada nas mãos
Nem sabes o que causas
Me roubas a margem
Me deixas só espaço e travessão

Inteira, me pausas
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

E pasma de estiagem
Fico ali, no breu
Sem eira nem beira
Sentindo pela casa
Só, o cheiro teu

E então...
Pontuada de saudade
Não tem jeito
A poesia me invade
E me pauta
No meu peito se aninha
em cada linha vazia
traçada pela tua falta


                                                                                             AnaCris
                                                                            ------------------------------------------

3 comentários:

Edu Lazaro disse...

Parece que tudo é proposital para que possamos produzir nossa alma para fora... Grande abraço!

Anônimo disse...

Lindo, meus parabéns pela verve poética de sempre!

Marcelo Caldas.

Unknown disse...

Belo poema! A poesia não tem jeito, ela resiste a tudo, sobrevivente, cresce como uma raíz, dentro da gente. Abraço! Djalma