segunda-feira, 25 de abril de 2011

Então, tá...



Eu te quero por perto
Mas não perto demais
Meu querer é incerto
Deixo tudo pra trás

Se queres o eterno
Me enxerga, compactua
Aceite o meu inferno
Minh’ alma toda nua

Se me queres teu ventre
Me abra, sinta, entre
Aceite o meu abismo
Se queime no batismo

Se me queres inteira
Aceite meu voo raro
Meu verso sem amparo
Minha falta de beira

Se queres o meu certo
Aceite o meu deserto
O que em mim se desfaz
O meu nada, rapaz


AnaCris Martins

4 comentários:

Marcello disse...

Gostei muito, AnaCris, desse seu "infinito pessoal".
(chamo assim pq percebo certa semelhança entre as propostas, embora a sua tenha mais lirismo).
Um abraço.

Marcelo Caldas disse...

Lindo! Bravo!

Cristovam Melo disse...

Caramba! Achei o teu blog pelo twitter, e passei pra dar aquela espiada básica como de costume, mas confesso que fiquei impressionado com a qualidade do material: Só o vídeo do Paco, valeria a visita. Ler esta maravilha de poema aqui, então, já passou de lucro pra mim... rs! Beijo!

AnaCris (Nika) disse...

agradecida!
to indo lá te visitar no seu 'covil', Cristovan. abs