sexta-feira, 2 de novembro de 2012


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Os homens que odeiam as feministas
Por Ivan Martins

Destaco abaixo a parte final, que me parece resumir bem a ideia. De fato, são poucos, pouquíssimos. 
Mas é interessante ler tudo... quem disse que não há mulheres felizes vivendo sozinhas? Quem disse que essas mesma mulher é independente e feliz não quer uma relação afetiva? 
Essa é a questão: por serem independentes, mais que nunca, o que querem é uma relação afetiva, e não um casamento pra inglês ver, infeliz ou por interesse (porque precisa de um macho que a sustente). É isso que o que a maioria dos homens não entendem, isso tudo implica em assumir riscos maiores, já que sentimentos são mais vulneráveis do que interesses. E precisam de um esforço que muitos não estão acostumados a fazer: investir na relação em si e não na manutenção do status quo (colocar dinheiro em casa, cumprir com as funções de 'macho' que conserta ou paga pra consertar, que assiste ou joga futebol e bebe com os amigos no boteco, etc...).



"Por que, então, tantos homens se sentem ameaçados?
Não sei. Mas a minha impressão é que viver nesse mundo de mulheres auto-suficientes está se tornando complicado. Se a mulher não precisa mais do nosso dinheiro para sobreviver, pode ir embora a qualquer momento. Isso é muito inquietante. Dentro de casa, elas passaram a exigir que o sujeito saia do sofá e colabore na hora de fazer comida e de cuidar dos filhos. Um saco. Por trabalhar, as mulheres estão em contato diário com outros homens, potenciais concorrentes. Há que ter nervos para lidar com isso. Antes, uma mulher que trocasse de parceiros depois do casamento era punida com uma bruta censura social, senão com violência pura e simples. Agora, as mulheres fazem a troca sem que os parceiros possam objetar uma vírgula.

Enfim, o nível de controle masculino sobre o que as mulheres vestem, falam ou fazem caiu espetacularmente. Elas estão livres inclusive para repetir nossos comportamentos mais destrutivos e egoístas, e muitas vezes o fazem. Conviver com isso requer personalidades menos controladoras, gente mais segura e confiante, homens dispostos a colaborar em relativa igualdade. Quantos caras você conhece que cabem nessa definição?
Poucos – e não adianta procurar entre os que odeiam as feministas... "




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