sexta-feira, 20 de abril de 2012

À queima-roupa

E quando eu invadir seu mundo
sua festa
não me diga se presta
ou não
apenas aceite
que eu te entre pelas frestas

se tuas veias estão abertas
eu estanco o sangue sujo
e abro-te as artérias
deixo jorrar
gosto de sangue puro

não tenha medo
não se prenda
pega o telefone
não se acanhe
renda-se
me renda
me peça arrego
implore
(quero o seu desassossego)
me arranhe se quiser
e espera

eu vou te socorrer
já já!

AnaCris